quarta-feira, 27 de março de 2013

As gerações


Ontem, a propósito de uma reportagem da TVI sobre a geração da "putice", "O Sexo dos Anjos", uma moça deixou o seguinte comentário no facebook da referida estação:


"Boa noite, TVI.
Antes de mais, obrigada pela generalização fútil da minha geração. Se já me sentia envergonhada pelo que vejo nas ruas e em todo o lado devido à baixeza da população jovem e à falta de cultura, agora o meu desprezo por esta atingiu o seu auge. Mas, parabéns! PARABÉNS, TVI!
Forem vocês que nos fizeram, lembram-se?
Vocês deram-nos anos de Morangos com Açúcar. Anos a assistir adolescentes com vidas facilitadas, onde tudo é fácil. Toda agente passa na escola, mas nunca ninguém estuda! Até engravidar é fácil! Mais! Vocês obrigam-nos a engolir Big Brother's e Casas dos Segredos. Vocês injectam isso diariamente na casa das pessoas, vocês toldam-nos a mentalidade! Estão agora a dar numa de moralistas? A criticar quem segues esses modelos!
Contribuíram para a promiscuidade da juventude actual.
Lamento, lamento muito.
Mas para vocês, não deixa de ser óptimo. Sabem investir no que vende! Sabem como alimentar a ralé!
Descansem, que certamente daqui a uns anos terão público e participantes para os futuros reality shows!
Sinceramente... cultivem-se e depois ajudem a nação a crescer!
Para que os futuros governantes não sejam imbecis que não sabem conjugar verbos! Para que tenhamos bons professores, bons médicos, bons juízes e advogados, bons ministros e outro tanto de bons profissionais necessários à organização de um país.
Repito: lamento, lamento muito, por ver que estudo horas a fio para ver a televisão dar valor às meninas de mini-saia e de copo na mão. Também me questiono onde andarão os pais delas!
Uma geração ofendida,
Ana Oliveira"

Estive para lhe responder, mas fica aqui:

Este comentário até podia ter alguma lógica se não tivesse sido escrito de forma tão brejeira. As raparigas e os rapazes que se passeiam na rua, espalhando sensualidade, burrice e "putice" não têm a ver com a televisão, têm a ver com a falta de educação (e na maioria dos casos não foi por falta dela em casa). Os jovens de hoje veem facilidade em tudo (na gravidez, na escola, etc, etc) porque, na verdade, tudo lhes é dado com facilidade, com passividade e com a tal "promiscuidade" de que falas. Até aqui tudo bem... Mas, aqueles que se diferenciam são os que sabem escolher e que, sobretudo, querem ser alguém na vida e não meros bonecos falsos, embelezados por coisas que julgam ser o mais "in". Os Morangos com Açúcar, o Big Brother, o Secret Story, são tudo programas de entretenimento que valem o que valem e que subsistem porque muitos jovens assim o permitem. Nos castings para os referidos programas perdem-se horas em filas de espera, coisa que não vejo nas bibliotecas, cinemas, teatros e por aí fora. Não é a TVI, nem a SIC, nem a RTP, nem qualquer outro meio de comunicação, que balizam ou traçam comportamentos, são as mentalidades (ou a falta delas) que o fazem. A geração que tanto te deixa envergonhada é a geração que não aproveita o que tem, que prefere mandar "bitaites" em vez de pôr mãos à obra. A geração que tanto de deixa envergonhada, envergonha porque quer. Têm tudo para ser alguém (e não me venham com a história da crise no país, porque quem quer corre, procura e se for realmente bom, ou se pelo menos tiver vontade em aprender, consegue...), têm informação ao minuto, têm tecnologias que potenciam uma evolução abismal, têm conhecimento e têm a possibilidade de fazer a diferença. Mas, essa geração que te envergonha, não faz porque não quer, não faz porque é mais fácil encostar a barriga ao balcão, beber uma minis, abanar o rabo e engatar meia dúzia, até porque os pais pagam, os pais dão, ter atitude para quê? A TVI mostrou a realidade que está mesmo ao nosso lado, mostrou o que a referida geração diz ter vergonha. Vergonha têm as gerações anteriores, a dos anos 80 por exemplo, que trabalharam para bater o pé a quem sempre as chamou de rasca, que estudaram para hoje em dia fazerem parte de grandes empresas e deixarem a sua marca. A geração que se seguiu veio estragar tudo, veio abalar gerações que não tinham programas de entretenimento e por isso procuravam fazer alguma coisa de interessante. Mas estas gerações também vêm Morangos, e reality shows, a diferença está na forma como os encaram. Compreendo perfeitamente a tua vergonha, mas não a justifiques com a televisão, justifica-a com a falta de valores que se perderam em detrimento das facilidades que NÃO souberam aproveitar. Felizmente há quem se destaque e mostre que nem tudo é preto no branco. Felizmente há exceções. 

Quando alguém explica por nós #1


"O verdadeiro amor não precisa de lutas. Não se luta por amor: ou há amor, ou não há. Também não é preciso iniciar jogos, fazer-se interessante, entrar na coreografia infernal de medir forças e poderes do tipo «não me telefonaste durante três dias, agora também não me apanhas e nem te respondo aos emails», bem como outros disparates do género que só nos fazem perder tempo e energia. No verdadeiro amor não há lugar para esquemas, é preciso confiar, dar e acreditar sem reservas. É pegar ou largar, porque quando pega, é óptimo, e se não pega, não vale a pena correr atrás, nenhuma marca de cola nem truques de falinhas mansas resolvem o problema."

domingo, 24 de março de 2013

Vou explicar.

Tomei uma das decisões mais difíceis dos últimos tempos. Quando gostamos de alguém, a sério, pensamos que pode ser para sempre, fazemos planos e imaginamos-nos juntos e felizes, por muitos e bons anos. Por várias razões há coisas que vão mudando e, ao fim de seis anos - não são seis meses -, o acumular de problemas mal resolvidos e magoas que teimam em ficar, podem ser fatais. Podem levar à loucura, ao desespero, ao aborrecimento e à sensação de cansaço. Os laços fortes, o amor, por si só não chegam e mal alimentados não sobrevivem.

sábado, 23 de março de 2013

Em direto da sala de estudo:


Tenho tanto, mas tanto que fazer que sai de casa e vim para uma sala de estudo obrigar-me a trabalhar. Mas, na verdade, o que me apetecia era estar longe, bem longe daqui.

Tanto há para dizer


Tenho tanta coisa para dizer, que fico-me por aqui.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Taras e manias


Sempre tive uma tara por homens mais velhos. Daqueles charmosos, inteligentes, divertidos. Encantam-me muito mais que a gente nova. E há por aí uns tão gatos. Outros menos gatos, mas ainda assim bastante atraentes! 

sábado, 16 de março de 2013

O poder da chuva e do Hank Moody


Californication tem sido, nestes últimos dias, a minha melhor amiga. Consegue parar-me os pensamentos maus e acionar os bons!
Hoje, depois de um sábado-cansativo-mas-produtivo, só a chuva poderia ter um poder ainda maior.   
Já alguma vez disse que gosto de ouvir a chuva? Então acompanhado por uma manta e o meu Hank Moody é perfeito.  


quinta-feira, 14 de março de 2013

Marketing maravilhoso #1

Uma campanha de calçado.
daqui

Please...


Ou isso ou em breve estarei louca, sem saber muito bem onde estou. 
Um desabafo. 
Verdadeiro.
 Erros 
 Medo
 Dúvidas 
☑ Tristeza 
☑ Confusão
☑ Saudade
Tudo, tenho tudo. E muito mais.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Um sussurro de boa noite e desejos de melhor dia.

I've been worrying, I've been worrying
That my time is a little unclear
I've been worrying, I've been worrying
That I'm losing the ones I hold dear
I've been worrying, I've been worrying
That we all live our lives
In the confines of fear 

Gosto de humor inteligente...

E como boa benfiquista que sou farto-me de rir com estas coisas.


 

RiRi, é uma peça de cada se faz favor.