Ao passar os olhos pelo blog da Jessica Athayde, chamou-me a atenção o tema dos "covers". E como a música é universal "roubei-lhe" um dos links. E partilho...
Elie Saab a aquecer-me o coração, num dia em que está escuro, muito frio, dói-me um dente, tenho trabalho para adiantar e não me apetece, estou aborrecida e nem sei porquê. A isto eu chamo de sol de inverno, obrigada Elie Saab!
Ficam alguns dos meus preferidos, que basicamente são todos.
Tinham passado dez anos desde a última vez que se envolveram sexualmente. Agora, cada um com a sua vida, a sua relação, relembravam outros tempos. No carro, os dois, sozinhos, levavam os pensamentos até ao tempo em que haviam sido namorados, quando eram ainda miúdos. Joana, mais velha, tinha 16 anos, andava no liceu, ele, dois anos mais novo ainda frequentava o ciclo, que ficava a poucos metros da escola de Joana. Um amor da altura, de crianças a quererem brincar aos adultos, mas que tinha deixado algumas marcas. Acabaram por se envolver ali mesmo, no carro. Dez anos depois a tenda de campismo era um carro e o desejo era ainda maior.
Tenho um nó na garganta, uma dor no peito que me estão a destruir. De um dia para o outro o mundo caiu, de vez, em cima da minha cabeça. De um dia para o outro tudo o que construí ao longo deste ano (e alguns meses), vai cair por terra. O projeto onde aprendi tudo o que sei hoje, acabou ontem. Fechou as portas, depois de mais de 10 anos de existência. Ontem fechou uma parte importante da minha vida. Para o bem e para o mal. Agora, em casa, longe da minha secretaria, do meu computador, do meu trabalho, as lágrimas caem... Não tanto por ter ficado, de repente, desempregada, mas por ter perdido parte de mim. Estava apaixonada pelo meu trabalho, mas o dinheiro, esse filho da puta, roubou-mo. A crise essa, quer destruir os meus sonhos e está a destruir projetos que um dia foram sonhados por alguém. Queria que o ano 2013 acabasse depressa, que de hoje, para amamhã, fosse já 2014. A sério, começo a ficar sem forças.
Sempre fui muito forte, muito fria. Tento ser prática, resolver sem criar grande problema. Como costumam dizer-me: tenho sempre resposta "na ponta da língua". Ando sempre bem disposta, mesmo quando o mundo já desabou em frente ao meu nariz.
Por vezes acho que até sou espontânea de mais.
Nunca fui de pensar muito nas coisas e quando dói, dói mesmo, durante algum tempo, mas depois passa.
Acho que é isso... Não penso.
E ultimamente tenho pensado. E dói... lentamente...
Quando disse que queria que o ano 2013 fosse diferente, não estava a querer dizer que era preciso tantas novidades e reviravoltas. No momento em que vos escrevo acabo de constatar que o passado não fica no passado. O passado acompanha-nos, mas de forma discreta. Só está à espera do melhor momento para aparecer. O passado, e as pessoas do passado. E ainda falta um mês para acabar o ano...
Sabem aqueles momentos em que vos apetece ir ao alto da Serra berrar como se não houvesse amanhã? Mas que depois param para pensar o porquê de toda essa vontade e não conseguem arranjar uma explicação? Pronto, é isso.